Hoje é o Dia Internacional do Compositor, a data que celebra quem consegue: transformar pensamentos, sentimentos e histórias em notas e melodias que tocam o coração.
Eles são os criadores invisíveis por trás de trilhas sonoras, hits que não saem da cabeça e canções que parecem falar exatamente o que sentimos.
Do piano silencioso no quarto à batida que lota estádios, cada nota carrega a assinatura do compositor essa figura muitas vezes desconhecida, mas essencial para a identidade musical de um povo.
Em Angola, a composição musical sempre foi uma poderosa ferramenta de identidade, resistência e memória histórica.
Antes mesmo da colonização, as comunidades angolanas já utilizavam a música como forma de comunicação, celebração, ritual e transmissão de conhecimento.
Ritmos, tradicionais formavam a base de uma rica herança sonora que, ao longo do tempo, daria origem a estilos marcantes como o Semba, Kazukuta e quilapanga, instrumento de resistência cultural durante o período colonial.
“Tudo por Angola, ela é minha, ela é tua, ela é nossa” — um trecho que resume o espírito de união, pertença e orgulho nacional, reafirmando o papel da música na construção da consciência coletiva.
Foi pela caneta de Totó que nasceu o hino dos 50 anos da Independência Nacional, uma obra que descreve como mágico o momento da sua criação.




