Isenção do IRT para salários de até 150 mil kwanzas corrige distorção entre os salários nominais e o custo real da vida.

A opinião é do economista Paulo Forquilha, que entende que o facto de tratar-se de uma transferência directa do valor do Estado para o cidadão, sem os custos de intermediação e ineficiências típicas do subsídio, em termos psicológicos, a medida vai reduzir a pressão permanente sobre o orçamento doméstico.

Paulo Forquilha esclarece que a isenção do Imposto sobre o Rendimento de Trabalho vai corrigir uma distorção monetária criada pelo desfasamento entre os salários nominais e o custo real da vida, tendo em conta os níveis de inflação e a desvalorização da moeda.

A nova tabela de Imposto sobre o Rendimento do Trabalho (IRT) passa a isentar salários de até 150 mil kwanzas, representando um alívio fiscal para muitas famílias em Angola. Até ao final do ano passado, a isenção de pagamento do IRT era fixada até 100 mil kwanzas, tendo sido elevado o nível para 150 mil kwanzas, no Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2026. Ler mais em Opaís