Perto de 200 mil empresas em Angola não prestam contas à Administração Geral Tributária (AGT), num universo de cerca de 300 mil, entre micro, pequenas, médias e grandes empresas constituídas no país, segundo a presidente do Conselho Directivo da Ordem dos Contabilistas de Angola, Cristina Silvestre.
A contabilista falava, em Luanda, durante uma conferência de imprensa sobre integração da base de dados da Ordem dos Contabilistas no Portal da AGT. Esclareceu que muitas dessas empresas são aquelas que foram constituídas, há dois ou três anos, no Guichê Único, mas sem saber que, a partir do momento em que saiu o NIF (Número de Indentificação Fiscal), passaram a ter obrigações fiscais associadas.
“Estamos a referir-nos a micro- empresas, por exemplo, que foram constituídas, mas ainda não venderam ou compraram absolutamente nada. Ou então aque-as empresas que, ao venderem, fazem até 25 milhões de kwanzas/ano”, clarificou.
Referiu que essas empresas têm a obrigatoriedade de ter um contabilista para serem orientadas. Cristina Silvestre sublinhou que a AGT solicitou à Ordem dos Contabilistas de Angola que passasse a dar um suporte a esse tipo de empresas, para direccioná-las melhor.




