A fruta é um dos alimentos mais recomendados por nutricionistas. Rica em fibras, vitaminas e minerais, desempenha um papel essencial numa alimentação equilibrada. Mas uma dúvida muito comum divide opiniões: é bom ou mau comer fruta logo depois da refeição principal? Há quem diga que comer fruta depois da refeição, quer seja, almoço ou jantar ajuda na digestão. Outros defendem que pode causar fermentação, desconforto e até dificultar a absorção dos nutrientes. Afinal, quem tem razão?
O mito da fruta que “fermenta” no estômago
Uma das ideias mais difundidas é que a fruta, quando ingerida depois da refeição, fermenta no estômago e causa gases ou inchaço. A ciência, no entanto, mostra que o estômago não é um ambiente onde a fruta possa fermentar livremente, já que o suco gástrico é altamente ácido e impede esse processo.
Portanto, comer fruta depois da refeição não vai provocar fermentação nem transformar o estômago num balão de gases.
O que dizem os especialistas
Nutricionistas concordam que o problema não está na fruta em si, mas sim:
- Na quantidade ingerida.
- No tipo de fruta escolhida.
- No perfil digestivo de cada pessoa.
Por exemplo: frutas ricas em frutose (como uvas ou melancia) podem provocar algum desconforto em pessoas sensíveis, mas não porque fermentam e sim porque a digestão pode ser mais lenta após uma refeição pesada.
Vantagens de comer fruta depois da refeição
- Aumenta a saciedade
- As fibras da fruta ajudam a sentir menos fome ao longo da tarde ou noite.
- Reduz vontade de doces
- Em vez de sobremesas calóricas, a fruta fornece doçura natural.
- Complementa a refeição com nutrientes
- Vitamina C (laranja, kiwi) ajuda na absorção de ferro de alimentos como feijão ou espinafre.
- Facilita o trânsito intestinal
- As fibras favorecem a digestão no cólon.




