A presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Navita Ngolo, recusouse a falar sobre o suposto envolvimento da deputada Irina Diniz Ferreira numa dívida relacionada com a venda das Salinas da Tchiome, situadas na Baía Farta, em Benguela – um negócio que foi alvo de uma investigação por parte do Ministério Público em Portugal –, no âmbito do processo conhecido como “Operação Marquês”, em que é arguido o antigo primeiro-ministro daquele país, José Sócrates
Contactada ,Navita Ngolo afirmou que o grupo de representantes do povo à Assembleia Nacional que lidera, em que a arquitecta Irina Diniz Ferreira exerce o cargo de quarta secretária, desconhece o que se está a passar e que só a deputada em causa está em condições de se pronunciar a respeito.
Já Francisco Falua, porta-voz da UNITA, manifestou a indisponibilidade para abordar o assunto neste momento, salientando que o seu partido está a acompanhar e a analisar, pelo que poderá se pronunciar nos próximos tempos. Em obediência ao princípio do contraditório, o jornal contactou a também secretária provincial adjunta da UNITA em Luanda via telefónica e através do seu e-mail oficial, enquanto parlamentar, irina.
ferreira@parlamento.ao, e não obteve resposta. Casada sob o regime de separação de adquiridos com o empresário Fernando dos Anjos Ferreira, Irina Ferreira era a titular de uma suposta dívida no valor de 500 mil dólares (convertido em 431 mil euros e 64 cêntimos), contraída ao empresário José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, com o qual o seu esposo é sócio na empresa Salinas do Tchiome, Limitada, sedeada na província de Benguela. Ler mais em Opaís




