A segurança alimentar voltou a ocupar lugar central nas preocupações económicas e sociais em Angola, num contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e conflitos armados no Médio Oriente.
A instabilidade naquela região, que influencia fortemente os mercados globais de energia, transporte marítimo e fertilizantes, tem provocado efeitos indiretos, mas significativos, sobre países importadores como Angola.
A guerra em zonas estratégicas do Médio Oriente tem contribuído para a subida dos preços internacionais dos combustíveis, encarecendo o transporte de mercadorias e pressionando o custo dos alimentos importados.
Para Angola, que ainda depende da importação de trigo, arroz, óleo alimentar e fertilizantes, este cenário representa um desafio acrescido para garantir o abastecimento regular e preços acessíveis à população.
Além do impacto nos preços, a insegurança nas rotas marítimas internacionais aumenta o risco de atrasos logísticos e custos adicionais no comércio externo, afetando diretamente a cadeia de abastecimento alimentar nacional.
Especialistas defendem que o reforço da segurança alimentar passa igualmente pela criação de reservas estratégicas de alimentos, melhoria das infraestruturas rurais e fortalecimento da indústria transformadora, reduzindo perdas pós-colheita e agregando valor à produção local, como nos diz consultor Victor Panzo.




