Informações apontam que, por ora, os bairros do Cotel, Calomanga, Condurem, Tchipiandalo e Kawango, para citar apenas estes, são os mais afectados. As autoridades estão no terreno a fazer o levantamento dos danos. porém, confirmam a morte de duas pessoas. É ponto assente que milhares de moradores lançam grito de socorro face à situação desoladora. No momento em que se escrevia a peça, por conta das inundações, não se fazia a circulação entre Benguela/Lobito, tanto rodoviária quanto ferroviária
Cidadãos voltam a reportar cenários desoladores que vivem, neste momento, nos seus bairros. As águas do rio Cavaco romperam diques de protecção deixando, por onde passam, residências destruídas e móveis, em consequência de inundações de casas, para além de terem sitiado milhares de pessoas.
Os bairros do Tchipiandalo e Kawango nunca antes tinham vivido um cenário dessa natureza, em que as correntezas das águas do rio tivessem sido tão brutas a ponto de invadir aquelas circunscrições, adstritas à zona F. Ao telefone, um morador, que responde pelo nome de Chinho, que se encontrava no meio da água, pontualizou que os moradores estão empenhados numa empreitada de enchimento de sacos com areia da praia, para evitar que as águas penetrem nas suas residências, ao mesmo tempo que a comunidade se reuniu para desviar a água da paróquia da Santa Mónica, afecta à Igreja Católica.
Chinho faz contas à vida e admite que tem, neste momento, parte considerável dos seus móveis em cima de água, ao prever, já, prejuízos avultados face a esse cenário. Diante disso, Chinho, impotente, acena para os Serviços de Protecção e Bombeiros. “E também a capitania. Aqui nós estamos mesmo mal. O bairro todo está cheio de água”, contou.




