Donald Trump criticou este domingo o Papa Leão XIV, que diz ter sido eleito apenas por ser norte-americano, para estreitar as relações entre os EUA e o Vaticano. Aos jornalistas, o Presidente norte-americano também acusou o Papa de apoiar o crime.
“Acho que ele não está a fazer um bom trabalho. Acho que ele gosta de criminalidade. Não gostamos de um Papa que diga que não há problema em ter armas nucleares. (…) É uma pessoa muito liberal e um homem que não acredita na luta contra o crime”, afirmou.
Na sua rede social Truth Social, antes de falar à comunicação social, Trump já tinha criticado Leão XIV, que tem sido um crítico das guerras em curso no mundo, tendo denunciando este sábado os belicistas e as “demonstrações de força” durante uma oração pela paz, no Vaticano. “O Papa Leão deveria recompor-se no seu papel de Papa, usar o bom senso, deixar de ceder à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político. Isso está a prejudicá-lo gravemente e, mais importante ainda, está a prejudicar a Igreja Católica!”, escreveu.
“Leão devia estar grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não constava em nenhuma lista para ser Papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano, e eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o Presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, continuou.
Mais à frente, foi ainda mais específico nas denúncias: “O Papa Leão é FRACO no combate ao crime e péssimo em política internacional. Ele fala do ‘medo’ da Administração Trump, mas não menciona o MEDO que a Igreja Católica, e todas as outras organizações cristãs, sentiram durante a COVID, quando estavam a prender padres e toda a gente por celebrarem missas, mesmo quando saíam ao ar livre e mantinham uma distância de três ou até seis metros. Gosto muito mais do seu irmão Louis do que dele, porque o Louis é totalmente MAGA. Ele percebe, e o Leão não!”.
Sobre as críticas ao belicismo, Trump diz não querer “um Papa que ache que não há problema em o Irão ter uma arma nuclear” e que “ache terrível que a América tenha atacado a Venezuela”. “Não quero um Papa que critique o Presidente dos Estados Unidos porque estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito, POR MAIORIA ESMAGADORA, estabelecendo números recorde de criminalidade e criando o melhor mercado bolsista da história”, concluiu.




