A Associação Angolana de Apoio às Pessoas Autistas e Transtornos Globais do Desenvolvimento (APEGADA-TGD) apelou às entidades competentes para que as pessoas com deficiência intelectual, autismo e outras condições do neurodesenvolvimento, na província de Benguela, sejam explicitamente consideradas como grupo prioritário nos planos de emergência, resposta e recuperação, na sequência das fortes cheias que assolam a província.
Esta exortação, de acordo com aquela associação, fundamenta-se nos compromissos internacionais assumidos por Angola, nomeadamente na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas.
De acordo com o diploma, no seu Artigo 11.º, constitui-se obrigação dos Estados, em situações de risco e emergências humanitárias, assegurar a proteção e segurança das pessoas com deficiência em situações de risco, incluindo desastres naturais.
Porquanto, segundo a APEGADA, torna-se fundamental que os planos de emergência integrem medidas inclusivas, assegurando:
• Identificação e acompanhamento das pessoas com deficiência;
• Acesso à informação em formatos acessíveis;
• Apoio específico em evacuações e acolhimento;
• Formação das equipas de resposta;
• Proteção reforçada para grupos mais vulneráveis.
Neste momento de grande dificuldade, a associação manifesta a sua profunda solidariedade para com a população da província de Benguela e reafirma a sua total disponibilidade para colaborar com as autoridades e parceiros humanitários na identificação, apoio e acompanhamento das famílias de pessoas com deficiência afectadas, contribuindo para que nenhuma pessoa seja deixada para trás.




