Por causa do impacto inicial que muitos pais e encarregados de educação acusam, quando ficam a saber que o filho é portador da Síndrome de Espectro Autista, ao ponto de conceberem desconforto e medo, o referido movimento surge para ajudar na orientação e nos cuidados a ter com essas pessoas com necessidades especiais. Está em carteira a criação de uma clínica de diagnóstico
oram lançados, hoje, a Care Connect e o primeiro Movimento de Apoio às Famílias com Filhos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), em Angola. Indira Soares considerou o projecto uma ponte que velará pela orientação e apoio das famílias, capacitação de professores e pela criação de uma rede. Outra meta é apoiar o ensino primário, de modo a não considerar apenas a in- clusão como uma presença física.
O ponto mais alto do evento aconteceu na hora dos testemunhos de vida, quando dois pais falar dos desafios que passaram até alcançarem resultados satisfatórios e controlados de seus rebentos. A co-fundadora da Care Connect, Lígia Fraga, é mãe de Francisco, de 31 anos, um autista considerado como não-verbal. Lígia disse ter aprendido a viver uma nova vida, com o desafio de perceber as necessidades diárias.
“O Francisco nasceu há 31 anos e com ele nasceu uma vida nova para mim e para toda nossa família, uma vida que não escolhemos, mas aprendemos a amá-la profundamente. Depois fizemos um diagnóstico que ditou o meu filho como autista não-verbal”, contou a mãe, que, ainda assim, tinha o desejo de que ele aprendesse a ler e a escrever. Na altura, parecia uma profecia, conforme fez questão de referir Lígia Fraga, para quem nada era fácil na vida. Por isso, aprendeu a ter paciência, resiliência e amor incondicional, ao ponto de ter o seu Francisco e as suas necessidades diárias como a sua força.




