O consumo excessivo de álcool em Angola de um tempo para cá, deixou de ser apenas um hábito social associado ao convívio e ao lazer para assumir contornos mais profundos e preocupantes. Entre os jovens, em particular, observa-se uma crescente normalização deste comportamento, muitas vezes incentivada pela fácil acessibilidade e pela ausência de campanhas educativas consistentes que promovam escolhas mais conscientes.
No programa Bom Dia Capital, propomos lançar um olhar atento sobre este fenómeno que já ultrapassa a esfera individual, refletindo-se diretamente na saúde pública, na segurança rodoviária, na convivência social e até na produtividade económica. Estaremos perante uma questão de responsabilidade pessoal ou um problema estrutural que exige intervenção mais firme do Estado e da sociedade? Contactado para comentar o tema, o especialista em Saúde Pública, Geremias Agostinho, afirmou que o consumo excessivo de álcool em Angola, evoluiu para uma verdadeira crise de saúde pública. Segundo ele, o álcool deixou de ser apenas uma questão de escolha individual para se tornar uma doença que exige um olhar atento das autoridades responsáveis. “O país enfrenta um cenário alarmante, onde o consumo de álcool está cada vez mais associado a problemas graves de saúde e sociais, e requer medidas urgentes por parte dos gestores públicos”, declarou Geremias Agostinho. O especialista em saúde Pública ressalta a necessidade de políticas públicas eficazes para lidar com os impactos dessa realidade, que afeta milhões de pessoas em Angola, e compromete a saúde coletiva.




