Os crimes de violação, abuso e agressão sexual no país continuam a assumir contornos alarmantes. Diariamente, os meios de comunicação social reportam casos que envolvem mulheres e crianças de diferentes idades, muitas vezes abusadas por pessoas próximas, como familiares, lideres religiosos, professores ou conhecidos. Face ao aumento deste tipo de criminalidade, multiplicam-se as vozes que defendem uma maior repressão e prevenção. Depois dos reiterados apelos da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, as autoridades tradicionais do país juntaram-se agora ao movimento de denúncia, ao defenderem medidas mais severas para travar o fenómeno
A Polícia Nacional, na província da Huíla, regista, semanalmente entre 14 e 21 casos de abuso e agressão sexual contra meninas e mulheres de várias idades. Segundo dados avançados pelas forças de defesa e segurança, muitos dos suspeitos são familiares das vítimas ou líderes religiosos, uma realidade que tem estado a gerar enorme indignação social.
O tema voltou a dominar o debate público no último fim-de-semana, durante a Assembleia Constituinte da Associação de Soberania Tradicional de Angola (ANSTA), realizada na cidade do Lubango, Huíla.




