Sem rótulo, nem data de caducidade, bolacha Bolama resiste nas ruas de Luanda.

Um produto que, mesmo sem conter os elementos exigidos por lei, como a data de caducidade e rótulo, “inundou” as ruas de Luanda e não só, com um número considerável de consumidores. Feita desde o tempo colonial, existe um decreto presidencial que determina encerramento da fábrica; porém, continua a abastecer o mercado informal. Siga a história na reportagem que se segue

Eram 11 da manhã, o céu nublado indicava um clima ameno, entretanto com a via já agitada de gente que fazia a travessia, e o trânsito fluía de forma normal. Motoqueiros, carros e transeuntes agitavam os arredores da fábrica, localizada no Asa Branca, município do Cazenga, em Luanda.

A equipa de reportagem foi conhecer de perto a fábrica que produz uma das bolachas mais vendidas nas vias de Luanda e não só. A estrutura ainda conserva marcas da construção colonial, pintada de cor amarela e cinzenta, cujo brilho o tempo terá levado. O portão nem sequer apresenta uma cor.

O lugar, sem identidade, apesar de estar à beira da estrada, dificilmente se identifica para quem não conhece. Ao entrar no quintal onde ficam as senhoras compradoras que aguardam pela mercadoria, o silêncio foi total, tão logo notaram a nossa presença, como se já tivessem instrução para não revelar, ou talvez com intenção de não denunciar a fonte da “combola”, local onde se compra um negócio rentável a um preço razoável.