Congoleses pagam toneladas de feijão com dinheiro falso em Benguela.

Aquilo que para muitos agricultores era como que bênçãos, a compra de toda a produção logo à nascença por parte de congoleses, para outros, transformaram-se em autêntica “maldição”, devido àquilo que a Administração Municipal do Dombe-Grande qualifica de “burla” protagonizada por compradores congoleses, resumida em introdução de milhões de notas falsas no pagamento pela produção de grandes quantidades de feijão. Alguns congoleses terão evitado pagamentos via bancária para enganar angolanos.

À entrada do Dombe-Grande podese divisar um pequeno estrago que a seca se responsabilizava de anunciar a quem se propõe a visitar a então terra do feitiço. De um lado, uma parte do majestoso rio Coporolo seco, sem sinal de vida, conferindo um acastanhado ao milheiro nas redondezas, de outro, o mesmo pleno de água.

Os especialistas têm-se referido ao Coporolo como um rio sem regularização, daí que a impressão com que se fica é a de que se está diante de dois rios. Os nossos caminhos foram todos dar aos campos de produção, onde agricultores lançavam as sementes à terra cientes de que, num curto período de tempo, hão-de ter os produtos que alimentam parte considerável de Angola e até a República Democrática do Congo.

Empresários desse país vizinho, volta-e-meia, fazem-se aos campos de produção e compram produtos logo à nascença, como admitiu o empresário António Noé. Ou seja, chegam ao DombeGrande, montam tendas e, às vezes, por aí ficam meses, financiada que está toda a produção, preferencialmente feijão, havendo, inclusive, quem aponte o dedo a eles por alguma tendência de aumento desse produto no mercado.

Essa parceria entre congoleses e angolanos em relação ao feijão tem deixado a Administração Municipal do Dombe-Grande preocupada face à constante onda de burla a que, volta-e-meia, os nacionais são sujeitos. “Muitos produtores, às vezes, são burlados porque lhes dão dinheiro falso. Ler mais em Opaís