O Presidente da República sobrevoou as zonas afectadas pelo transbordo do rio Cavaco, tendo ido até à variante Cubal para ver a situação do rio Hôndio, cujo caudal destruiu a ponte, no Caimbambo, e tinha cortado a circulação entre as províncias de Benguela e Huambo. Em terra, João Lourenço confortou as vítimas acomodadas no Novo Campismo, em Benguela, e foi constatar as obras de reposição do dique rompido pela fúria das águas, na Seta Antiga. Depois da jornada, em sede da reunião com a Comissão Nacional de Protecção Civil, no Museu Nacional de Arqueologia, orientou “medidas urgentes”, tal como afirmou o ministro de Estado e Chefe da Casa Militar, Francisco Furtado
João Lourenço aparentava estar profundamente sentido com a situação por que as cerca de 20 mil famílias estão a viver neste momento, na medida em que a sua missão, à luz da Constituição, é a garantia do bem-estar social da população. A primeira vez que deu sinais de que cuidaria daquele povo foi em 2017, na altura ainda a encabeçar a lista do MPLA, partido de que veio a ser cela do território, depositassem o seu voto nele. O que veio a acontecer. Diante daquele cenário, o Presidente da República sentia-se como que cobrado pelas vítimas das cheias. Cada olhar das vítimas acomodadas no centro de acolhimento Novo Campismo implorava-lhe ajuda, porque maior parte delas perdeu quase tudo.
As vítimas colocaram esperança no Presidente, se bem que, desde as primeiras horas, tiveram o amparo institucional do Governo local de Manuel Nunes Júnior e o abraço fraterno da sociedade civil. Porém, o que se podia depreender face ao que se via, é que o povo queria mais. De modo que a presença do PR foi como que um alívio, uma lufada de ar fresco, dir-se-ia, pois sabiam que o desbloqueio orçamental para a reposição das infra- estruturas e até das suas residências dependiam, também, do Mais Alto Magistrado da Nação – como, de resto, reconheceu a dona Aldira Matelele, uma das sinistradas. Ler mais em Opaís




