Amnistia denuncia detenções arbitrárias e repressão violenta em Angola e Moçambique

Angola e Moçambique registaram detenções arbitrárias, repressão violenta de protestos e mortes de civis causa das pelas forças de segurança, segundo um relatório divulgado esta Terça-feira pela Amnistia Internacional sobre a situação dos direitos humanos no mundo.

No relatório “A Situação dos Direitos Humanos no Mundo” analisa-se a situação em 144 nações e apontam-se violações graves em vários países africanos. Em Angola, “sindicalistas, membros da oposição, jornalistas, defensores dos direitos humanos e activistas foram alvo de detenções e prisões arbitrárias“, sendo em alguns casos negado o acesso à representação legal, de acordo com a Organização Não Governamental (ONG).

As forças de segurança angola nas recorreram ao uso ilegal da força, comprometendo o direi to à liberdade de reunião pacífica, enquanto a liberdade de expressão e de imprensa também foi violada, considera a ONG.

A Amnistia Internacional refere ainda que, aparentemente, não houve qualquer investigação sobre o homicídio de um homem por agentes da Polícia de Intervenção Rápida. O contexto sócio-económico agravou a instabilidade, explicou a organização. “Muitos angolanos, sobretudo jovens, enfrentam pobreza e fome devido a baixos salários e elevado de semprego”, descreveu.

No entanto, a “situação deteriorou-se a 4 de Julho, quando o Governo aumentou os preços dos combustíveis e as tarifas dos transportes públicos duplicaram”, o que conduziu a protestos convocados por activistas e a uma greve de taxistas no final do mês, acrescentou.